Aprendendo a cozinhar

Cansado de comer macarrão instantâneo? Não aguenta mais arroz com ovo nem comida congelada? Já está pobre de torrar grana com delivery? Vai casar e quer agradar o cônjuge? Então amigo e amiga, já está passando da hora de aprender a cozinhar. Eu nem sei como eu sobrevivi dos 17 aos 29 anos morando sozinha sem saber pilotar o fogão. Mas sempre há tempo. Nunca é tarde para agregarmos valor a nós mesmos. E cá entre nós, saber cozinhar valoriza o passe de qualquer um. E não estou falando de fazer pratos sofisticados não, aprendendo o básico você já vai criar coragem para ousar. Sem contar que a internet está cheia de receitas simples de fazer e muito gostosas.

Eu nunca tinha dado a mínima para a culinária. Não sabia nem o que significava ‘refogar’ e morria de medo da panela de pressão explodir. OBS: para quem ainda não sabe o que é refogar, segundo o dicionário, fritar ligeiramente em uma frigideira usando pouca gordura. Geralmente se utiliza alho, cebola, etc.

Meu primeiro passo foi fazer um curso básico de culinária com a chef fófis Djenane Cerqueira, da Lessence Gastronomiao Beabá da Cozinha. Tive 6 aulas e aprendi do básico (arroz, feijão, a diferença do pepino para a abobrinha, etc) até pratos requintados. Foi o suficiente para eu pegar gosto pela coisa e começar a tentar receitas da internet. No início pode até dar um pouco errado, mas a gente vai pegando o jeito e descobre que tudo não passa de uma alquimia.

1385412_10152273725834937_867024626_n
Turma do Beabá da Cozinha: Conceição Teles, Maria Bueno, Djenane Cerqueira, Bruna Daldegan e Renata Abritta (eu)
BwYmazGIgAEG0dl
Algumas delícias que aprendemos no curso Beabá da Cozinha

O Senac Minas também oferece o curso de capacitação ‘Primeiros passos na culinária‘, com carga horária de 20 horas por 290,00 reais. (Veja a lista de cursos oferecidos pelo Senac). Os cursos são realizados em várias regiões do país. Se você não for de Minas, consulte no site de seu estado.Vários restaurantes em Belo Horizonte também oferecem cursos de receitas com duração de 1 dia. Você paga um preço fixo tipo 100,00 reais, aprende a fazer determinados pratos e depois pode jantar o que foi feito. Eu acredito que em outras capitais tenha esse tipo de curso, só pesquisar. É um investimento que vale a pena e o retorno é para a vida toda. Mas se você tiver um amigo, parente ou empregada que te ensine já começa economizando.

A minha dica inicial é aprender a fazer um bom tempero. Como diz Artur da Távola, não existe comida ruim, existe comida mal temperada. Os temperos industrializados fazem muito mal à saúde por causa do excesso de sódio e glutamato monossódico. Isso prejudica o funcionamento do nosso organismo e potencializa doenças. O melhor então é fazer nosso próprio tempero que pode ser usado com tudo: arroz, feijão, carnes… Segue abaixo a receita que aprendi com minha professora de culinária Djenane Cerqueira. Gostei tanto que comprei até um multiprocessador para fazê-la, mas pode ser feita no liquidificador jogando a cebola aos pouquinhos para não agarrar.  Aquele miniprocessador que vem com o mixer também ajuda bastante.

10543640_10202621768481464_1805562026077999137_n
Etapas do processo: lavar, picar, triturar, conservar

Ingredientes

6 cebolas médias

1 cabeça de alho

1 maço de cebolinha

1 maço de salsinha

Ervas frescas: Tomilho, sálvia, orégano

1/2 xícara de óleo

8 colheres (chá) de sal

Modus Operandi

Descasque as cebolas e o alho. Pique a salsinha e desfolhe as ervas. Triture tudo junto e por último acrescente o óleo e o sal de cozinha.

Este tempero deverá ser mantido em embalagem de vidro e dentro da geladeira. Ele é usado em tudo que for preparar. Ele não fica muito salgado, por isso temos que completar o sal na hora.

Mãos a obra e boa sorte!!! Qualquer dúvida, só perguntar! Lembre-se que trair, coçar e cozinhar, é só começar… 😀