Trekking no Parque do Aconcágua- Cordilheira dos Andes, Argentina

Olá! Quando estávamos no Chile, em outubro de 2014 (PRIMAVERA), escrevi rapidamente sobre nosso tour na Cordilheira dos Andes (que você lê aqui). Hoje cumpri minha promessa e escrevi esse post detalhadíssimo contando o trekking que fizemos no Parque do Aconcágua, um espetáculo de lugar! Roteiro imperdível para quem está hospedado em Santiago ou Mendoza.

Parque Provincial do Aconcágua pertence à Mendoza, Argentina. Saindo de Santiago são 80 km. Temos que subir a Cordilheira dos Andes e atravessar a aduana. A estrada é boa, muita gente faz esse trajeto de carro alugado. Nós preferimos fechar o passeio com uma agência (a Andes Wind) por comodidade. É que ficamos tão estressados no trânsito caótico da cidade que nas férias queremos distância do volante.

O guia nos buscou pontualmente às 8h da manhã e seguimos pela Ruta 57 até Los Andes. De lá pegamos a Ruta 60 para atravessar o lado chileno da Cordilheira dos Andes. A estrada é tranquila, bem sinalizada e a paisagem é um ‘trem’ de doido (com o perdão da mineirice). Saindo de Mendoza basta pegar a Ruta Nacional 7, são 183 km. Veja aqui os horário de ônibus (saindo de Mendoza).

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Ruta 60
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Los Caracoles e suas 29 curvas seguidas
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Nós nos caracoles <3
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Divisa Chile-Argentina. Nesta foto já estamos do lado argentino
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Ao longo da estrada é possível ver os trilhos do antigo trem trans-andino
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Chegamos! O parque está a 80 km de Santiago e a 183 km de Mendoza

Trekking

O Monte Aconcágua está a quase 7 mil metros de altura e seu nome significa sentinela de pedra. Fizemos um trekking de 8 km diante de paisagens montanhosas incríveis, lagoas, pedras coloridas, fósseis, etc. O roteiro normal é de 4 km e pode ser feito até por crianças. Nós fugimos um pouco do circuito original.

Na entrada do parque tem um ponto de apoio ao turista com banheiro. Aproveite para se agasalhar. Dica: Leve casaco, luvas, gorro, filtro solar, protetor labial, lanche e água. O vento é muito forte e chega a empurrar a gente. Se tiver cabelo grande prenda. Meu cabelo deu tanto nó que tava mais fácil fazer dreadlocks do que desembaraçar.

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Entrada do Parque
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Paisagem na entrada do parque

Laguna Espejo

Fizemos o trekking básico pelo Circuito Laguna de Horcones. Nossa primeira parada foi a Laguna Espejo. Ela é formada em sua maior parte pela água do degelo das montanhas. Sendo assim, quanto maior a nevasca mais cheia estará a lagoa.

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Início do Circuito
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Trekking
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Laguna Espejo

Rochas

Seguimos nossa caminhada pelo Valle e passamos pelos Bloques Errantes, essas imensas rochas depositadas pelos glaciais.

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Valle Horcones
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Bloques Errantes

Mirante

Mais à frente está o mirante da parede sul do Aconcágua. Lembrando que ele é o pico mais alto da Cordilheira dos Andes e o segundo maior do mundo (o primeiro é o Himalaia).

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Mirante

Rota alternativa

A próxima etapa do circuito é a Laguna de los Horcones, porém, nós, bravos turistas, saímos do roteiro e seguimos adiante para chegar ainda mais perto do Aconcágua (liderados por nosso guia tá, gente, não foi um ato de rebeldia ‘ah eu to maluco’). Andamos mais uns 2 km e chegamos até uma ponte interditada.

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Sempre adiante
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Ponte interditada. Ao fundo ele, o Aconcágua!
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Muitas pedras pelo caminho 🙂

Laguna Los Horcones

Seguimos então, de volta ao roteiro original, nosso trajeto rumo à Laguna de los Horcones. É uma lagoa azul linda com rica flora subaquática. Ela abriga pequenos crustáceos que são um banquete para as aves que habitam a região. A lagoa também serve de refúgio de reprodução para aves, mamíferos e anfíbios. Por falar nisso, fomos seguidos de perto por esse condor, ave típica dos Andes.

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O condor é a ave típica dos andes
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Avistamos a Laguna de los Horcones ao longe
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Laguna de Los Horcones / Laguna de Horcones

Pedras e fósseis

Caminhar pelo parque é completamente diferente de tudo que já fiz na vida. Além da paisagem montanhosa surpreendente é interessante observar as ‘pedras no meio caminho’. Elas são ligeiramente coloridas!

Além disso, no Parque do Aconcágua podemos encontrar fósseis! Sim, As rochas da Cordilheira foram formadas em períodos geológicos distintos e algumas têm origem marinha! Estima-se que esse fóssil de um molusco denominado amonite seja do período Jurássico e tenha entre 130 e 180 milhões de anos.

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O molusco parecia uma flor

Passeio recomendado

Chegamos ao fim do nosso trekking cansados, porém muito felizes e satisfeitos. Indico, recomendo, incentivo, empurro, estimulo! Vá e faça! Lembrando que este passeio foi feito na primavera! No inverno tem bastante neve para brincar! 😀 Neste passeio também conhecemos a Puente del Inca e a Estação de Esqui de Portillo!

Portillo
Portillo

Para mais informações acesse o site Parque Provincial Aconcágua. Se você tem fotos no Aconcágua em outras épocas do ano mande para o Dicas da Cabrita e vamos completar o post 🙂