O caos de Nápoles e as ruínas de Pompéia, a cidade destruída pelo Vesúvio – Itália

Hello! Nesse post a Karina Castro continua o relato da sua saga de lua de mel pela Itália. Na primeira parte, ela deu todas as dicas sobre Roma, leia aqui.
Por Karina Castro
A segunda etapa da viagem foi super curiosa. Degustamos a famosa pizza napolitana e conhecemos a cidade devastada pelo Vesúvio.
ATENÇÃO: antes de contar os detalhes vou falar de um contratempo que tivemos. Em Términi, principal estação ferroviária de Roma, ficamos inseguros na compra das passagens no terminal de autoatendimento e aceitamos ajuda de uma estranha que parecia uma pedinte. Um policial nos abordou e alertou sobre os riscos. Na plataforma de embarque descobrimos que ela comprou os bilhetes errados partindo de outra estação. Tivemos que trocá-los no guichê e só depois de duas horas aguardando o atendimento da Trenitália conseguimos resolver o problema. Fica a dica para não aceitar esse tipo de “ajuda”.
De Roma à Napoles de trem 
A viagem de trem durou quase três horas porque optamos pelo trem lento que é mais barato. Em média, as passagens para o trecho custam de 10 a 50 euros.
Ao chegar em Nápoles fomos a pé da estação ao hotel. Apesar de andarmos apenas uns quatro quarteirões foi o caminho mais longo da viagem com prédios caindo aos pedaços, ruas escuras, muitos becos, lixo pra todo lado, centenas de vendedores ambulantes e um trânsito super louco. Já conhecíamos a fama da cidade, mas o impacto foi inevitável. Quando chegamos ao hotel foi um alívio… Deixamos tudo de valor no cofre (até as alianças) e saímos para comer.
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Ruas de Nápoles
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Becos de Nápoles
Claro que tinha que ser pizza, afinal estávamos na cidade que popularizou a iguaria napolitana. Fomos à Antica Pizzeria e Friggitoria Di Matteo, uma das mais tradicionais da região. Após quase duas horas de espera, comemos a tão falada pizza de Nápoles. Gostosa, mais recheada e saborosa que a de Roma. Como a rua estava bem movimentada resolvemos voltar a pé e deu certo. Nada de surpresas desagradáveis…rs! No dia seguinte acordamos cedo e fomos conhecer Pompéia.
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Pizza Napolitana
Pompéia, a cidade destruída pelo Vesúvio
A visita era um antigo sonho do Fabricio (meu marido) por isso a expectativa era grande! Pegamos um trem na estação central e chegamos em 40 minutos. Enfrentamos uma pequena fila. Com o mapa em mãos fomos desbravar as ruínas da cidade destruída no dia 24 de agosto de 79 d.c pelo vulcão Vesúvio. Quase 16 mil pessoas morreram em decorrência da erupção.
Pompéia passou séculos soterrada e praticamente esquecida. Somente em 1748 começaram as escavações que fizeram ressurgir as ruínas da cidade que hoje é considerada o mais importante sítio arqueológico da Europa. A estrutura da maioria das casas permanece de pé.
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Paredes de Pompéia
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Paredes de Pompéia
Mas o que mais impressiona em Pompéia, sem dúvida, são os corpos petrificados. Eles foram envolvidos com uma espécie de gesso para conservar e permanecem na cidade até hoje. Pelo semblante e posição dos corpos é possível ter noção do desespero e da dor que essas pessoas sentiram.
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Esqueleto petrificado encontrado durante as escavações
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Os esqueletos foram preservados por uma chuva fina de cinza que caiu sobre a cidade e aderiu aos corpos
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Esqueleto em posição de proteção
Pra conhecer a cidade é bom reservar o dia e ter disposição… É um labirinto, por isso, usar o mapa é fundamental. As ruas são cobertas por grandes pedras. Como fomos no verão, o sol estava de arrebentar e o jeito foi investir no protetor solar, óculos escuros, sombrinha e muita água. Por sorte tem várias fontes espalhadas pela cidade. Levar o lanche também faz a diferença porque só tem uma lanchonete e tudo lá é muito caro.
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Ruínas de Pompéia
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Ruas parecem labirintos
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Nas ruínas tem até um anfiteatro tipo uma miniatura do Coliseu. O estado de conservação impressiona.
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Anfiteatro
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Anfiteatro
Várias vezes durante o passeio a gente parou para ver se o Vesúvio estava quieto. Graças a Deus, estava! rs
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Vesúvio quietinho
Voltamos para Nápoles exaustos mas super satisfeitos. Vale muito à pena!!! O parque arqueológico funciona todos os dias de 8h30 às 17h30 (ou às 19h30, dependendo da época do ano).
No dia seguinte complementamos os conhecimentos sobre Pompéia visitando o Museu Arqueológico Nacional de Nápoles, um dos mais importantes da Itália.
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Museu Arqueológico Nacional de Nápoles
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Fabrício no Museu Arqueológico Nacional de Nápoles
O acervo é super rico, principalmente em objetos manufaturados e obras de artes pré-históricas. Lá encontramos muitas coisas de Pompéia: afrescos, esculturas, pinturas, utensílios e objetos um tanto curiosos.
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Acervo do museu
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Acervo do Museu
Pompéia é conhecida mundialmente pelo “culto a sexualidade”. O que pode soar como promiscuidade para alguns para especialistas tem um significado bem diferente. Eles acreditavam que o sexo era símbolo de abundância e fertilidade. E pelo o que parece a supremacia masculina era forte em Pompéia. Perdi as contas de quantos “falos” eu vi retirados de casas, ruas e até Igrejas. Muito curioso!
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“falos”
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A temporada em Nápoles foi menos intensa que Roma mas também curtimos bastante. Tínhamos um roteiro com visitas a castelos e praças mas optamos por ficar mais quietos por medo de sair e também pelo desgaste físico. Então, aproveitamos os restaurantes e lanchonetes próximos ao nosso hotel, o Best Western Hotel Plaza. É um hotel antigo mas bem localizado. O café da manhã é bom e o serviço foi satisfatório. Recomendo!
Ficamos três noites e seguimos de trem para Florença mas esse assunto vai ficar para o próximo post! 😉