“Sal” sem sódio já é vendido no Brasil mas não deve ser consumido por todos, diz especialista

Ontem ouvi na rádio (sim, eu ouço rádio!) a notícia de que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) havia liberado a comercialização do primeiro salgante sem sódio no Brasil. Eu, que vivo de mercado em mercado procurando sal Marinho e sal do Himalaia (que é lindo, cor de rosa, livre de impurezas, com menos sódio e tem mais minerais só que é difícil de encontrar e muito caro), fiquei muito feliz com a notícia e resolvi pesquisar.

Em casa eu não utilizo sal refinado. Durante o processo industrial ele perde muitos minerais e chega às nossas cozinhas pobre e com a quantidade de sódio que já conhecemos. Eu prefiro o sal marinho e até mesmo o sal grosso (algumas pessoas dizem que é a mesma coisa mas não tenho certeza). Fato é que o sal marinho tem menos sódio e seus minerais ajudam no funcionamento do organismo.

Já o sal do Himalaia, além de ter mais de 80 minerais e de ser cor de rosa <3 , tem quase metade do sódio encontrado no sal refinado. Segundo os especialistas em 1g de sal do Himalaia há 230 mg de sódio enquanto no sal refinado há 400 mg. Então ele é supimpa porém mais difícil de ser encontrado e dói no bolso.

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Sal do Himalaia tem quase metade de sódio que o sal refinado
Voltando ao salgante liberado pela Anvisa, a quantidade de sódio presente nele é zero e portanto ele não altera nossa pressão arterial, ótimo para quem sofre com hipertensão (aproximadamente 20% da população brasileira). Entretanto ele não é indicado para todas as pessoas.
O salgante substitui o sódio pelo potássio que está presente em alimentos como a banana e o feijão. O potássio faz bem para o nosso organismo porém, de acordo com a Folha de São Paulo (na matéria que você lê aqui), o salgante deve ser evitado por quem tem insuficiência renal. Essas pessoas já têm um nível mais alto de potássio no organismo e podem ter até mesmo uma parada cardíaca com o excesso do nutriente. A reportagem também recomenda cautela aos hipertensos e diabéticos pois cerca de 1/3 deles podem ter função renal comprometida.
As pessoas cujos rins funcionam normalmente conseguem excretar o potássio naturalmente. O salgante é comercializado na Europa e nos Estados Unidos há alguns anos. Aqui ele ainda é vendido apenas pela internet neste site.
Se você tiver dúvidas com relação a qual sal usar a minha dica é: no mínimo troque o refinado pelo marinho/ Himalaia/ grosso e, seja qual for sua escolha, use POUCO. Diminua a quantidade de sal na sua vida. As informações que tenho sobre o salgante sem sódio são as citadas acima mas nunca experimentei então não posso optar. Acho interessante verificar sua função renal com um especialista por segurança antes de adotá-lo.
De acordo com o Ministério da Saúde, o consumo exagerado do sal, que o brasileiro faz muitas vezes até sem perceber, está relacionado ao aumento no risco das doenças responsáveis por 63% das mortes no mundo e 72% no Brasil (como infarto e AVC). Um terço destas mortes ocorre em pessoas com idade inferior a 60 anos. Leia mais aqui.
Para terminar esse post vou citar alguns alimentos campeões de sódio enumerados pelo O Globo que você come e as vezes nem se dá conta da quantidade de sódio que contém:
1-Enlatados
2-Carnes embaladas
3-Biscoitos (salgados e doces)
4-Prontos e pré-prontos (frango congelado, lasanhas)
5-Molho de tomate
6-Embutidos e queijos