Alopecia: quando o estresse provoca queda de cabelo

Em um belo dia, resolvi dar um tapa no visual. Nada como mudar o corte de cabelo para melhorar a autoestima, mesmo que essa mudança seja apenas cortar as pontas. Lá estava eu, sentada na cadeira, no salão da minha cabeleireira preferida – a Eliane – aguardando ela separar mecha por mecha do meu cabelo preto para repicá-lo.

Cabelo vai, cabelo vem, para nossa surpresa, ela detectou uma clareira na minha cabeça. Era uma pelada maior do que a digital de um polegar. Pela posição onde apareceu, eu não conseguia enxergar com meus próprios olhos. Eliane tirou fotos com o celular para que eu pudesse ver. Achei imenso o buraco e fiquei chocada olhando a falha no meu couro cabeludo tentando compreender o que diabos tinha causado aquilo.

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Só descobri a falha no cabelo no salão de beleza

Eliane disse que já tinha visto isso em outros clientes, que era causado por estresse. Ela até citou o nome da doença, era uma tal de alopecia. O fato de ser comum não me deixou menos chateada e receosa. Até que ponto aquele buraco cresceria?

Ela cortou meu cabelo e deixei o salão cabisbaixa e chateada. E então comecei a lembrar que, realmente, meu cabelo estava caindo mais do que o normal. Caminhando, também recordei que há alguns meses eu havia passado por uma situação de estresse. Mas já tinha acabado, o problema já estava resolvido e eu estava até bem tranquilona.

Fiz uma consulta com minha dermatologista, que é minha irmã Cristina. Ela confirmou a suspeita da cabeleireira e me receitou um remédio que deveria ser passado no local todas as noites e todas as manhãs. Usei Diprosalic – solução tópica – e passava Minoxidil também, que eu já tinha em casa.

A alopecia areata atinge entre 1 e 2% da população e consiste em “peladeiras” ovais ou arredondadas na cabeça e em outras partes do corpo. Pode atingir barba, sobrancelhas e até os cílios. Em alguns casos, pode ocorrer a perda total de todos os pelos do corpo.

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Cabelinhos crescendo

Fiquei apreensiva com medo de o cabelo demorar a crescer e de aparecerem outras peladas na minha cabeça. Principalmente, depois que vi um homem na rua com buracos por todo o couro cabeludo. Mas com o tratamento diário, logo os remédios fizeram efeito. Minha careca foi achada no início de abril, em maio meus fios voltaram a crescer. Em julho, não conseguimos mais encontrar o local que estava sem cabelos.

Uma das causas principais da minha rápida recuperação é que eu já não estava mais em situação de estresse. Isso ajudou demais, uma vez que o estresse deve ser tratado assim como a queda do cabelo. Esse é um dos fatores fundamentais do tratamento.

Minha dica é procurar um dermatologista tão logo o problema seja detectado. O remédio que foi bom para mim pode não ser para outra pessoa. E, uma das coisas mais importantes que ficou de aprendizado: evitar o estresse sempre! Faça atividades relaxantes, pratique esportes e evite aborrecimentos. Se não gosta do seu emprego, busque outro. A alopecia é só uma das várias doenças que o estresse pode provocar.

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Procure relaxar