Como proteger seu cachorro contra a leishmaniose

Vários produtos podem ser utilizados, inclusive vacina com 96% de eficácia

Infelizmente, Belo Horizonte é foco de uma das doenças que mais apavora os que convivem com cães por aqui: a leishmaniose canina. A transmissão se dá a partir da picada do ‘mosquito palha’ contaminado. Onde nossos cães entram na história? Por um erro da biologia, nossos companheiros são hospedeiros potenciais do parasita.

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Orion, meu pug, e seu primo Stark

Que atire a primeira pedra quem não conhece alguém que precisou sacrificar seu amigo, muitas vezes sadio, por causa do maldito protozoário. O mais triste de tudo é que a eutanásia de cães não resolve o problema da leishmaniose no município. Seria bem mais correto o combate ao mosquito transmissor, né?

Para proteger o Orion eu tomo algumas medidas:

Orion (3) 1- Citronela

Uso citronela nele cerca de 3 vezes por dia. Enquanto ele exalar o cheiro da planta, os mosquitos não vão se aproximar dele. Quando o cheiro passa, ele fica vulnerável novamente. Desde que ele chegou em nossa casa, usamos Citronela sobre os pelos dele, então ele já se acostumou e até abaixa a cabeça para jogarmos o spray mais facilmente.

 

2- Antiparasitário

Além da Citronela, aplico semanalmente o Defendog Spray. Ele custa cerca de R$ 120 e possibilita várias aplicações. O produto é antiparasitário usado contra pulgas e carrapatos, mas também serve para afastar o mosquito palha dos nossos filhotinhos. O cheiro é um pouco forte, porém sai rápido. Após aplicar, deixe o cão secar à sombra. Parece caro, mas se você comparar o preços dos antiparasitários que devem ser aplicados periodicamente, esse sai mais em conta. Uso o mesmo frasco há cerca de 2 meses e ainda está cheio.

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3- Vacina

Por fim, depois de muito pesquisar, achei por bem vaciná-lo. Ele tomou a terceira dose da vacina esta semana (as três doses foram dadas em intervalos de 21 dias). A Leish-Tec é mais moderna do que a Leishmune e os caninos apresentam menos reação, segundo nossa veterinária. Realmente, o Orion não sentiu nada na primeira dose, nem na terceira. Somente na segunda ele ficou prostrado quase dois dias e apresentou dor e febre.

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O reforço anual do Orion será no dia 25/11/2016

A aplicação da vacina não dói, mas deixa a região dolorida. Todo ano é preciso repetir as doses. A partir do segundo ano, a dose passa a ser anual. A anuidade é calculada a partir da data da primeira dose. Ou seja, como Orion tomou a primeira dose em novembro de 2015, este ano ele tomará o reforço em novembro.

Cada dose custa cerca de R$ 120 e é preciso fazer o exame antes para certificar-se de que o cão não tem a doença. Quem já vacinou com a Leishmune e quer usar a Leish-tec deve começar todo o processo desde o início pois as fórmulas das vacinas são diferentes.

4- Coleira antiparasitária

Comprei a coleira Seresto para o Orion (que custou quase R$200). Dizem que é muito boa, mas ele não se adaptou e logo nas primeiras horas tive que retirá-la. É comum no início o cachorro coçar, porém eu não quis esperar muito, porque a raça pug tem tendência à dermatite. Mas dizem que a combinação vacina/coleira protege com muita eficiência os cães.
Mesmo Orion estando vacinado, agora, vou continuar com a Citronela e o Defendog, uma vez que a vacina não é 100%. Com todas essas técnicas, acho difícil o mosquito palha vir pentelhar meu baby pug.
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Prevenir é melhor do que remediar

Hoje já existe tratamento para a leishmaniose canina, não sendo preciso mais sacrificar os animais. Eles vivem bem por anos e especialistas afirmam que o cão em tratamento deixa de transmitir a doença. Porém, os remédios agridem o fígado do animal a longo prazo, por isso acredito que vale a pena todo o esforço para prevenir e deixar nossos animais saudáveis!

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