Sobrou muito mês no fim do salário

Em tempos de crise, economista ensina a reduzir despesas para não entrar no vermelho

Que a crise financeira que castiga o país está elevando o preço de tudo e diminuindo, cada vez mais, a nossa capacidade de compra, isso eu já sabia. Mas eu não esperava que a vida fosse jogar tudo na minha cara de uma só vez.

Há um bom tempo, venho acompanhando a elevação dos preços dos produtos ‘indispensáveis’ no supermercado. Aí veio o aumento da gasolina e extrapolou qualquer limite de bom senso possível. Os bancos também elevaram bastante os juros e o governo turbinou os impostos. É só chicote e nem um carinho no povo calejado.

Pixabay
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Esta semana, recebi três aumentos consecutivos no mesmo dia. Enquanto eu lia um aviso afixado no elevador que informava que o preço do condomínio subiria 50%, recebi uma mensagem no celular. Era a minha operadora esclarecendo o aumento de 12% na conta. Aproveitei que estava com o telefone na mão e acessei o e-mail. Eis que me deparo com a nova fatura do combo da Internet x Telefone x Tv a cabo informando também um aumento nesta faixa de 12%. Deprimi.

E o povo continua à espera de um milagre político, que acabe com a bagunça generalizada instaurada em Brasília, coloque fim à crise financeira e tire, de uma vez por todas, a corda do nosso pescoço. Como esse milagre pode jamais acontecer, seguem algumas dicas do economista Vicente Mesquita, a quem recorro todas as vezes que preciso equilibrar as finanças:

1- “Algumas despesas são impossíveis de serem cortadas, tais como aluguel e contas de casa, mas é preciso reduzir o quanto gasta. A dica é cortar no lazer e evitar despesas supérfluas e secundárias para esticar a coberturas dos gastos”.

2- Outra dica é diminuir o valor das contas. “Reduza os banhos longos, que geram desperdício, e não deixe luzes acesas sem necessidade. Hábitos simples podem representar uma redução considerável nos gastos mensais. Também não precisa gastar com academia para fazer exercícios. Você pode e deve caminhar ou correr em pistas públicas, parques ou praças”.

3- Segundo o especialista, o consumismo deve ser combatido, como a compra de um telefone novo. “A menos que seja um produto primordial ou essencial para a sobrevivência, aguarde até um momento melhor”, ressalta.

4- Outro ponto destacado por Mesquita é evitar usar o cartão de crédito. “Isto é gastar dinheiro que não é seu, e você não tem garantias que poderá pagar essas dívidas, portanto elimine cartões de crédito, e também empréstimos. Gaste apenas o dinheiro que você tem e com parcimônia para não descontrolar seus gastos”, pontua Mesquita.

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