Atitude positiva ajuda a curar doenças

Psicóloga explica como postura é primordial para sucesso de um tratamento

pensamentos-positivosQuando se fala que atitudes positivas frente a grandes desafios ajudam a enfrentá-los, há quem desconfie e diga que não passa de superstição. Não para Irineu Eliziário Barbosa, de 84 anos, que retirou um câncer de próstata, há 15. “Descobri a doença por acaso, quando estava fazendo um check-up anual. Insisti com os médicos que queria fazer todos os exames, mesmo após ouvir deles que estava tudo bem. O urologista disse que eu nem precisaria fazer, mas em um dos resultados o tumor foi detectado”, lembra.

O aposentado garante que o pensamento foi sempre positivo. “Eu queria fazer a cirurgia já no dia seguinte. Mas não me preocupei, porque acredito que Deus sabe o que faz”, diz. O câncer foi totalmente retirado e ele teve uma boa recuperação. “O pensamento positivo é fundamental nesse processo. Quando se tem uma atitude positiva, você procura olhar para a situação com outros olhos e isso influencia no emocional, consequentemente, tudo reflete no corpo”, explica a psicóloga Rose Taranto.

Ela acrescenta que, ao contrário de Barbosa, é comum que ao receber um diagnóstico ruim, o indivíduo passe por uma fase de negação, em que se recusa a acreditar que aquilo esteja acontecendo com ele. “Na maioria dos casos, existem fases que são consideradas normais até chegar à aceitação”, explica. Para ela, não é de se estranhar certa revolta, também considerada parte do processo. “Inicialmente, vem um momento de introspecção, em que a pessoa reflete sobre o que está acontecendo. Há quem considere, erroneamente, que o outro está depressivo, mas esse momento de interiorização para reflexão é essencial para elaboração do que está acontecendo”.

Até o momento de aceitação, em que o paciente sabe, por exemplo, que tem câncer e que suas atitudes tomadas a partir dali serão essenciais. “Ele pode se desesperar e colocar na cabeça que vai mesmo morrer ou escolher enfrentar a situação e procurar tratamentos para lutar contra a doença”, pondera Taranto. Outro fator que fortalece e ajuda a enfrentar doenças graves é a fé. “A religião ou crença em alguma força maior faz com que a pessoa tenha apego a isso e aumenta ainda mais a esperança de cura”.

Comprovação científica

O radio-oncologista Miguel Torres, do Radiocare – Serviço de Radioterapia do Hospital Felício Rocho, concorda que o tratamento tem diferentes resultados dependendo do emocional do paciente. “Não há estudos que comprovem que isso vai ajudar na cura, mas quando fazemos o tratamento em pessoas mais bem-humoradas, esperançosas, sentimos que elas toleram melhor o processo e isso se passa com mais facilidade”, destaca.

(via assessoria)