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Crise de idade: menina de 30 anos

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“A vida é um sopro” – Niemeyer. Pixabay/Divulgação

Ontem, em uma conversa com algumas pessoas com menos de 30 anos, percebi um certo receio delas em completar três décadas. Inicialmente achei muito estranho (afinal, é normal envelhecer). Foi aí que lembrei-me de quando eu tinha uns 17. Na época, eu conhecia uma mulher de 28 anos, e dois filhos, e achava ela extremamente “velha”. E recordei quando uma pequena aluna na comunidade onde eu lecionava me chamou de velha, porque aos 23 eu não tinha nem um filho enquanto a irmã dela já tinha dois.

Hoje, com meus queridos 32 anos, percebo meu equívoco, mas não julgo essa preocupação. Eu sei que quando essas pessoas passarem despercebidas pelos 30, vão sacar que é uma grande bobagem. Isso mesmo, os 30 passam e a gente nem vê. Agora em julho mesmo, eu completo 10 anos de formada!

A maior parte dos meus amigos sempre foi bem mais velha do que eu. Então, estou acostumada a ver muita gente de 40, 50 e 60 anos no maior pique. Gente normal, com qualidades, defeitos, alegrias e tristezas que só a ‘vivência” pode nos proporcionar.

Uma das minhas sobrinhas adolescentes me disse uma vez: “tia, nem parece que você tem 30 anos, você é tão nova”. Refleti e pensei: mas eu sou nova mesmo! Mesmo sendo tia desde os três anos de idade, o passar dos anos nunca foi um peso. Me sinto jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda. Mais jovem talvez do que muita gente de 20 anos. Jovem para ir a festas, chegar de manhã em casa, beber, querer ver os amigos, querer ver a família, trabalhar, viajar, dançar, namorar etc.

Porém, é claro que, com a idade, vem mais responsabilidades e mais consciência do certo e do errado (juízo, é você?). Também começa a preocupação com a saúde. Os cabelos começam a ficar brancos, a gente engorda mais fácil, o colesterol pode aumentar, algumas doenças de “velho” se manifestam…

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A melhor idade é a que a gente tem. Pixabay/Divulgação

Amigos vêm, amigos vão, mudam de cidade, constituem família… As vontades também mudam, posso ir pra festa sem pedir minha mãe, mas ah…. posso optar por ficar na minha casa mesmo. E sem me preocupar com o que as outras pessoas vão pensar. Posso, conscientemente, optar por ter um cachorro, cuidar dele direito e, se der e puder, ter filhos. Também tenho que trabalhar e pagar as contas, mas não é essa a independência que os “novos” tanto querem?

Por fim, vejo que não há motivos para crise, até porque tem muito “velho” de 20 anos por aí e muito “adolescente” de 40. A melhor idade é a mental, e depende do ponto de vista. A idade vem para nos ensinar sobre a vida, nos fazer perceber nossas limitações, alterar algumas vontades, potencializar outras e enfim.

Envelhecer ainda é a única forma de viver a vida. A melhor idade é a que a gente tem. Que a gente viva bem e continue correndo atrás dos nossos sonhos, porque esses, sim, mudam, mas não deixam de nos estimular a viver cada vez melhor.

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